quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Dēmiourgós.~

.... Eu sou cruel.
Eu sou inocente...

E esta agradável nuance que minha mente oferece!? ...
Antigamente o âmago das pessoas me pareciam mais radiantes...

... Dez de paus.
Vou encerrar por aqui. O Mestre de Bonecos é quase sempre uma silhueta por traz do boneco.

... Não sou digno de confiança.
Tão menos sou verdadeiro.

Estou no ciclo errado. Cercado por decifradores de bonecos só me resta preparar um teatro de marionetes.

... Isso é tão clichê.
Deveriam inventar um jogo de xadrez com Borboletas.

sábado, 15 de novembro de 2008

Na queda de luz, a ascensão do homem.~

Ontem faltou luz.

“Desespero! Estou sem computador!”
“Desespero! Bem na hora da novela!?”
“Desespero! Como vou ouvir musica!!?”

Desespero! Desespero! Desespero!...

Eu digo: “Livro à luz de velas.”

O Mendigo Voluntário.~

De todos os tesouros do mundo, amigos são os mais valiosos. Deixei-os todos.

Tenho me ocupado em observar pássaros. Observo-os em seu vôo por entre os pilares do galpão não terminado, são todos eles confiantes de si, rápidos e precisos, seres altruístas. Reis do altruísmo. Passam por mim cientes de sua superioridade, cruzam sobre minha cabeça como se me convidando a fazer o mesmo, no entanto, apenas os acompanho em pensamento.

Deixei todos os meus tesouros porque não sabem voar nem mesmo em pensamento. Arrastam-se por ai preocupados ou rindo de felicidade das coisas erradas que fazem. De certo são todos ricos e ostentadores de riquezas.

Sigo meu caminho trajando trapos. Grandes rochas de puro ouro se apresentam à mim, dou-me pois ao luxo de fechar os olhos e passar sobre elas.

- O mais reluzente ouro sempre estará abaixo dos pássaros.
Sou mendigo voluntário e vôo em meus pensamentos.