sábado, 4 de outubro de 2008

Prólogo da pureza.~

Deixo nestas páginas brancas a memória de poemas mortos do menino branco que melhor escreveu.
Tomado pela incerteza de sua própria existência apagou-se na mesma fogueira onde para sempre dormem tais poemas.

São então estas páginas brancas oferecidas à poemas mortos.
Como o silencio que é oferecido àqueles que morrem.

Menino da cinza dos brancos poemas, lembro-me de ti ainda hoje. (seu medo reside em mim)

Nada resta se não a memória de que um dia tal pureza existiu.

Indiferença.~

A realidade de outrem é sempre branda à ouvidos alheios.

Uniforme.~

A decadência da civilização moderna que derruba toda individualidade humana: Uniforme.

...Dos lixos do meu Mundo~

A maior parte das coisas da minha vida não são de mim em relação a mim mesmo, são quase sempre de alguém em relação a mim ou o oposto, raramente eu estou vendo as coisas da minha vida de um ponto de vista claro, totalmente afastado das coisas que me cercam... Eu sou a poeira que me encobre e chamo isso de realidade.