quinta-feira, 4 de novembro de 2010

... Borboleta de Uma Só Asa.~

Borboleta... Quando?
Por favor, me diga quando...
... Quando virá o furacão?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nulo.~

Será que eu ainda existo?

Numa calçada que pisei,
No reflexo de alguma vitrine,
Na frase marcada em um livro que li.

Eu existo?

No cheiro em meu travesseiro,
Na poeira acumulada nos móveis,
Nos montes de papel rabiscado sobre a escrivaninha.

...

Através das lentes destes óculos,
Da imagem refletida de volta do espelho,
Quem esta lá... Quem esta lá?

Eu ainda estou aqui?
Preso a estas nulidades.
Vão é o desejo de Ser.

Numa negação da vida,
Um nada qualquer.
Corpo ínfimo flutuando num infinito branco.

Eu realmente desejo estar aqui?

domingo, 15 de agosto de 2010

N'uma Nuvem.~

Coisas que sonho...
... Não me lembro.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Durante um chá.~

Deitado na maca enquanto me encaminhavam à sala de cirurgia, as luzes no teto, tudo que podia pensar era: “Seria tão bom se essas luzes fossem minha última memória, a última lembrança em minha mente.”
Horas depois, desperto em um quarto escuro, o silêncio entrava em simbiose com minha desilusão.

A vida continua, mas por mais que eu tente, por mais que os dias passem, sempre que fecho meus olhos, tudo que vejo são luzes passando, e a vida sempre se choca violentamente contra mim quando os abro novamente.
E assim passa o tempo, observando passivamente o confronto entre um desejo profundo e tudo que é posto diante de mim.

... Porque sempre está escuro quando desperto?
A resposta salta diante de mim, mas a deixo escapar entre o fechar e abrir dos olhos.

sábado, 19 de junho de 2010

Mundo Cheio de Nada.~

Quando tudo era escuro, quando tudo que havia diante de meus olhos era névoa.
Eu era feliz.

Eu era feliz por acreditar no infinito do universo,
Nos intermináveis caminhos.

Eu temi tatear no escuro, atravessar a névoa.
Navegar pelo universo.

Um dia tudo passou... Escuridão, névoa e o universo.
E não havia caminho diante de mim, nem alegria ou medo.

Quando tudo foi mistério.
Quando tudo foi descoberta.
Eu era feliz.

.
.
.

Silêncio eterno.
Silêncio mudo que não grita.
Grita!
Não grita...

E tudo esta claro, tudo faz sentido. Tudo pode acontecer... Tudo acontece.
E não há mistério, nem mesmo na lágrima que não desfecha.

sábado, 5 de junho de 2010

Valge Laev.~

Dos sons que ecoam das profundezas,
Criaturas sem face vagam... Em torno da grande sombra.
E as ondas que se seguem deste movimento,
Acordam sonhos afundados.

Uma sombra ressurge no abismo,
... Move-se, o grunhido da madeira a muito esquecida,
Revive velhas memórias cobertas de limo.
E se arrasta! Arranca o limo...

Os fantasmas dos velhos navegantes!
Todos despertos em festa...
Velas alçadas na escuridão sem fim.

Uma onda sacode o tempo,
O velho Navio volta à cena.
Há uma sombra a crescer... No Mar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Frio.~

Ê! Esse frio que não acaba mais!
Não sei se é o clima ou meu coração.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Regresso ao Infinito.~

Não... Não há que se dar tempo ao tempo.
Nem paciência que suporte... A passagem do tempo.

O rio que corre, corre em desespero. (há de levar tudo consigo)
Assim como carros e horas do ‘rush’.
... E meus dias.

O teto de meu quarto que vez ou outra observo como o infinito do mundo e o canto mais escuro de minha cama onde me viro para resguardo escondem pensamentos meus que meus lábios desejam, mas temem dizer... Como eu queria a simplicidade da vida à este ar pesado e áspero, um café amargo que aliviasse o peso de minhas costas e me arrancasse um sorriso agradecido pelo bom café... O tempo passa como uma onda feroz, e por mais parecido que sejam os dias, quase como uma infinita repetição do tédio, aqui me encontro dilacerado por seu poder, essa gigantesca onda de impacto que transforma montanhas em pó!

Mas o que é o tempo se não aquilo que fazemos com ele, como um brinquedo de criança que machuca se mal usado, trens vindo em direções opostas passando em paralelo... Um pássaro pairando no ar.

... É inevitável darmos tempo a nós mesmos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ser. Palavra.~

Sou tão alma que meu corpo mal existe.
E minha palavra se bela, também é alma.
Este inseguro corpo quando anda é palavra e é alma também.
Pois meus passos e meus caminhos são expressões...
... Do silêncio.

E este silêncio é palavra não dita,
Verbo que inexiste.
É toda coisa que diz estes olhos,
Que dicionário algum pode dizer.

ephemeral.~

Oi!
Hmm...?
Já faz um tempo né!!?
... É.
*Rs*... Vem!
(... e ele aceitou o convite da alegria em sua alma aquele dia. E aquele foi um bom dia.)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Humanas ou exatas?~

Sou extremante hábil para entender o que dispõem de varias interpretações, mas completamente débil pra entender o que só tem uma...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Leão Adormecido.~

Todos estes guerreiros e urros de batalha!
Todas estas criaturas épicas... Super-homens dos campos de batalha.

Como amo ser esta borboleta!
E todos meus poemas e livros.
Lugares altos e brandos que ouso trilhar em vôo.

... Mas há o leão!
E ele clama no fogo por esta paixão ardente,
Este desejo incontrolável de ser leão, e urrar tal como um rei!

Este lúcifer de vistosa juba dourada,
Despertará no brandir dessas espadas!

... Altivo leão adormecido.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A jaula dos mundos. ~

Pela calçada onde passo, paralelo a mim, expostos à vitrine livros presos...
... E pensam os livros: “Preso está tu!”

E preso estou eu, quando passo quase em fuga,
Quando escapam meus olhos à atenção destes seres estáticos, estas capas em cores, estes mundos selados.

Vou-me vivendo neste mundo deixando para trás tantos outros, o paraíso ou o Inferno de Dante ao alcance do virar de páginas.

Um passo... Dois e me esqueço, e deixo escapar a inspiração melindrosa, o poema pronto.
Como soam tristes estes passos adiante.

Paralelo a mim? Sei não! Não me importa mais, é parede... O que desejo ficou para trás!
Se meus passos voltassem no tempo, romperia estas vitrines e roubaria todos estes mundos só para mim.