sábado, 19 de junho de 2010

Mundo Cheio de Nada.~

Quando tudo era escuro, quando tudo que havia diante de meus olhos era névoa.
Eu era feliz.

Eu era feliz por acreditar no infinito do universo,
Nos intermináveis caminhos.

Eu temi tatear no escuro, atravessar a névoa.
Navegar pelo universo.

Um dia tudo passou... Escuridão, névoa e o universo.
E não havia caminho diante de mim, nem alegria ou medo.

Quando tudo foi mistério.
Quando tudo foi descoberta.
Eu era feliz.

.
.
.

Silêncio eterno.
Silêncio mudo que não grita.
Grita!
Não grita...

E tudo esta claro, tudo faz sentido. Tudo pode acontecer... Tudo acontece.
E não há mistério, nem mesmo na lágrima que não desfecha.

sábado, 5 de junho de 2010

Valge Laev.~

Dos sons que ecoam das profundezas,
Criaturas sem face vagam... Em torno da grande sombra.
E as ondas que se seguem deste movimento,
Acordam sonhos afundados.

Uma sombra ressurge no abismo,
... Move-se, o grunhido da madeira a muito esquecida,
Revive velhas memórias cobertas de limo.
E se arrasta! Arranca o limo...

Os fantasmas dos velhos navegantes!
Todos despertos em festa...
Velas alçadas na escuridão sem fim.

Uma onda sacode o tempo,
O velho Navio volta à cena.
Há uma sombra a crescer... No Mar.