A solitária
escrivaninha abandonada no centro do quarto
Foi ela a única
testemunha.
Corredores e
quartos vazio.
Naquele lar que
desaparecia, deixei o meu também.
Com serenidade
foram-se desfazendo os nós,
Um após o outro,
renuncia após renuncia.
Do que foi bom,
do que foi mal.
Tudo se mistura
como borrão numa pintura.
... Um retorno
ao ponto de partida? (o tempo é para frente)
Um rompimento
brusco? (mas há a ternura)
O assassinato da
inocência? (a maturidade da inocência)
Teria valido a
pena?
... Nada que não
perdure vale a pena.
Tudo aquilo que
não se agarra à alma, não!
Não vale a pena
se não criar raiz, se não supera o tempo...
Se não aquece ou
ilumina, se não está aqui...
Não vale a pena
e faz bem que vá!
... Sobre
cordões e forcas.
Há um sorriso em
mim...
Que eu quero
descobrir.
Um tesouro...
Que ninguém pode
roubar.