quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lar atado ao pulso.~ (Não mais.)

A solitária escrivaninha abandonada no centro do quarto
Foi ela a única testemunha.

Corredores e quartos vazio.
Naquele lar que desaparecia, deixei o meu também.
Com serenidade foram-se desfazendo os nós,
Um após o outro, renuncia após renuncia.

Do que foi bom, do que foi mal.
Tudo se mistura como borrão numa pintura.

... Um retorno ao ponto de partida? (o tempo é para frente)
Um rompimento brusco? (mas há a ternura)
O assassinato da inocência? (a maturidade da inocência)

Teria valido a pena?
... Nada que não perdure vale a pena.
Tudo aquilo que não se agarra à alma, não!
Não vale a pena se não criar raiz, se não supera o tempo...

Se não aquece ou ilumina, se não está aqui...
Não vale a pena e faz bem que vá!

... Sobre cordões e forcas.

Há um sorriso em mim...
Que eu quero descobrir.

Um tesouro...

Que ninguém pode roubar.