quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Um Pedido.~
Oh Deus! Se existe um Deus, faça com que minha caneta e meu tinteiro transbordem e formem as mais belas e puras palavras, faça com que se alinhem como em um soneto à meus sonhos e me permita descansar na tranqüilidade.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Maldição: Vinte-e-sete.~
Esse tempo contado...
A vida depositada em clepsidras e ampulhetas.
O tempo que dissolve meus últimos dias.
“La persistencia de la memoria”...
Memórias suficientes para um milagre?
Os vinte-e-sete dobram a esquina.
Tempo suficiente em minhas mãos?
E os vinte-e-sete batem à porta.
Tic.. Tac
Tic... .. Tac...
... Tic.....
Quando a última gota do oceano secar…
Ao fugir do último grão de areia...
Os vinte-e-sete me tomarão pela mão ou mais um virá para me salvar?
A vida depositada em clepsidras e ampulhetas.
O tempo que dissolve meus últimos dias.
“La persistencia de la memoria”...
Memórias suficientes para um milagre?
Os vinte-e-sete dobram a esquina.
Tempo suficiente em minhas mãos?
E os vinte-e-sete batem à porta.
Tic.. Tac
Tic... .. Tac...
... Tic.....
Quando a última gota do oceano secar…
Ao fugir do último grão de areia...
Os vinte-e-sete me tomarão pela mão ou mais um virá para me salvar?
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Crepúsculo.~
Novamente apelos de uma página branca.
... Às vezes transparente, tão sem cor.
E a pena que aguarda adormecida pelo beijo no tinteiro.
Minha bela adormecida.
Há pó em quase tudo aqui,
Sobre a escrivaninha, nas cartas que cansei de ler...
Há pó nas nuvens que passam pesadas.
Nos avelhantados livros mal empilhados que não li.
Uma brisa em meu rosto,
Uma brisa sacudindo a pena...
As nuvens pesadas desabam em chuva.
Toda poeira transforma-se em tinta!
A inocente página branca não esta mais nua.
... Haverá luz após o entardecer.
... Às vezes transparente, tão sem cor.
E a pena que aguarda adormecida pelo beijo no tinteiro.
Minha bela adormecida.
Há pó em quase tudo aqui,
Sobre a escrivaninha, nas cartas que cansei de ler...
Há pó nas nuvens que passam pesadas.
Nos avelhantados livros mal empilhados que não li.
Uma brisa em meu rosto,
Uma brisa sacudindo a pena...
As nuvens pesadas desabam em chuva.
Toda poeira transforma-se em tinta!
A inocente página branca não esta mais nua.
... Haverá luz após o entardecer.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Indesejado Reencontro.~
A vida fica sem graça na graça que o outro faz,
na mutua incompreensão da gafe que é viver.
Aforismos e desaforos,
Palavras e gestos pornográficos,
à minha frente uma estatua nua e torneada sente vergonha alheia.
Estatua libidinosa mais beata que eu e você.
Por um segundo meus olhos furtivos encontram os seus,
meu corpo paralisados e minha alma em fuga frenética.
Nossos corações como pedra-sabão deixam escorregar nossa razão,
nossa esperança e fé passa por nossos dedos como areia fina.
Lugares que desejaríamos não estar são memórias que desejamos esquecer.
na mutua incompreensão da gafe que é viver.
Aforismos e desaforos,
Palavras e gestos pornográficos,
à minha frente uma estatua nua e torneada sente vergonha alheia.
Estatua libidinosa mais beata que eu e você.
Por um segundo meus olhos furtivos encontram os seus,
meu corpo paralisados e minha alma em fuga frenética.
Nossos corações como pedra-sabão deixam escorregar nossa razão,
nossa esperança e fé passa por nossos dedos como areia fina.
Lugares que desejaríamos não estar são memórias que desejamos esquecer.
sábado, 29 de agosto de 2009
Murmúrios.~
Que se faça a poesia! - Disse o solitário.
Fez-se, e permaneceu.
Grande, magnífica única amiga.
Na solidão que constrói mundos,
Um eco toma para si todo o vazio,
Ressoa através do silêncio... Coisas se partem.
Um roçar de lápis em papel traz então a grande obra!
Ambos de mãos dadas seguem então pelo único caminho que conhecem.
A poesia esta sempre à direita do solitário,
O mundo vai a frente...
Atrás segue o eco partindo coisas...
... Solidão está em todo lugar.
Fez-se, e permaneceu.
Grande, magnífica única amiga.
Na solidão que constrói mundos,
Um eco toma para si todo o vazio,
Ressoa através do silêncio... Coisas se partem.
Um roçar de lápis em papel traz então a grande obra!
Ambos de mãos dadas seguem então pelo único caminho que conhecem.
A poesia esta sempre à direita do solitário,
O mundo vai a frente...
Atrás segue o eco partindo coisas...
... Solidão está em todo lugar.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Estado Monocromático.~
A monocromatização do estado.
A cidade dos automóveis de prata.
... Mente inox e peito de aço!
O horizonte cinza diante dos olhos descrito pela ponta de grafite.
Passos enevoados num frio asfalto sinuoso.
... Fumaça de café...
Desaparecendo no éter...
A cidade dos automóveis de prata.
... Mente inox e peito de aço!
O horizonte cinza diante dos olhos descrito pela ponta de grafite.
Passos enevoados num frio asfalto sinuoso.
... Fumaça de café...
Desaparecendo no éter...
sábado, 11 de julho de 2009
Silêncio a dois.~
Dispersos somos nós,
Acreditando em silêncios que dizem mais que deveriam.
E foi no silêncio que te vi partir
Acreditando na paz de nós dois.
E foi na paz de nós dois que a noite me viu chorar
... Em silêncio.
E na queda que se seguiu,
Um estrondo mudo.
Teria o mundo ouvido desalento meu?
Teria pelo menos um pouquinho de paz este mundo seu?
Este mundo meu como rocha.
Houve silêncio...
... E perdura.
Afundando como pedra num oceano.
Acreditando em silêncios que dizem mais que deveriam.
E foi no silêncio que te vi partir
Acreditando na paz de nós dois.
E foi na paz de nós dois que a noite me viu chorar
... Em silêncio.
E na queda que se seguiu,
Um estrondo mudo.
Teria o mundo ouvido desalento meu?
Teria pelo menos um pouquinho de paz este mundo seu?
Este mundo meu como rocha.
Houve silêncio...
... E perdura.
Afundando como pedra num oceano.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Completude.~
Nascido da infinitude do universo, infinito hei-de retornar a ele.
Mas por este momento, nada sou.
Uno com a terra, esta chama ainda há de aquecer.
Na tranqüilidade.
E todo o azul do mar que preenche nossa alma.
Sou uno com o universo.
Permanência.
Uma paz de espírito.
Um momento longe da contagem do tempo.
Eternamente eu.
A liberdade almejada finalmente alcançada.
Um anseio realizado ressoando no infindável.
Um sonho com formato de nuvem.
Uma nuvem para cada sonhar.
... Um despertar para mim.
Mas por este momento, nada sou.
Uno com a terra, esta chama ainda há de aquecer.
Na tranqüilidade.
E todo o azul do mar que preenche nossa alma.
Sou uno com o universo.
Permanência.
Uma paz de espírito.
Um momento longe da contagem do tempo.
Eternamente eu.
A liberdade almejada finalmente alcançada.
Um anseio realizado ressoando no infindável.
Um sonho com formato de nuvem.
Uma nuvem para cada sonhar.
... Um despertar para mim.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Blues Espacial.~
Tocar o firmamento,
Ser tal qual uma estrela.
Navegar num oceano de café!
Brincar de contar vaga-lumes celestes.
Ir tirar uma soneca na Lua.
Quem sabe ajudar o coelhinho da Lua a amassar bolinho de arroz.
Vivendo em um planetário...
Cantando no vácuo debaixo de uma chuva de asteróides.
Correr de autorama nos anéis de Saturno.
Laçar um cometa e voltar para casa.
Há um universo em nós!
E um planetário no topo da gente!
Ser tal qual uma estrela.
Navegar num oceano de café!
Brincar de contar vaga-lumes celestes.
Ir tirar uma soneca na Lua.
Quem sabe ajudar o coelhinho da Lua a amassar bolinho de arroz.
Vivendo em um planetário...
Cantando no vácuo debaixo de uma chuva de asteróides.
Correr de autorama nos anéis de Saturno.
Laçar um cometa e voltar para casa.
Há um universo em nós!
E um planetário no topo da gente!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Allegro moderato.~
Os carros passam no centro da cidade
Ignoram as folhas secas do outono que bailam de cá-para-lá
Folhas secas carregam consigo certa nostalgia
Dias na varanda do prédio observando o mundo...
... Vendo a noite passar.
E eu carrego em meu peito uma pequena chama
Tão tímida que mal pode me esquentar
Allegro moderato eu vou...
Ignorando os carros que passam,
Bailando com folhas secas...
... Esperando algum combustível para meu coração.
Ignoram as folhas secas do outono que bailam de cá-para-lá
Folhas secas carregam consigo certa nostalgia
Dias na varanda do prédio observando o mundo...
... Vendo a noite passar.
E eu carrego em meu peito uma pequena chama
Tão tímida que mal pode me esquentar
Allegro moderato eu vou...
Ignorando os carros que passam,
Bailando com folhas secas...
... Esperando algum combustível para meu coração.
Triste ma non troppo.~
Um dia para se esquecer,
Ou um dia para toda a vida.
Todo o mundo passa diante de mim,
Nas calçadas da cidade um garoto e seus fones
Uma trilha sonora para a vida diz:
“Todo mundo passa...”
Passo como se indo contra a correnteza
Triste ma non troppo...
Quando faço do mundo meu refugio
Como o corpo que contrai antes de receber o carinho
Ou um dia para toda a vida.
Todo o mundo passa diante de mim,
Nas calçadas da cidade um garoto e seus fones
Uma trilha sonora para a vida diz:
“Todo mundo passa...”
Passo como se indo contra a correnteza
Triste ma non troppo...
Quando faço do mundo meu refugio
Como o corpo que contrai antes de receber o carinho
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Esquife vazio.~
O mais doloroso intocado sentimento.
Palavras impensadas...
Um buraco maior que o “eu’
Imagens pulsantes.
Descontrole absoluto
Fuga descontrolada.
Contato com o nada.
Pessoas vazias.
Imaginários distorcidos.
Mentiras que machucam.
A falta de tudo que nos cerca.
Rejeição paterna.
A multiplicação do sofrimento.
Crianças infelizes.
Almas desperdiçadas.
Diagnostico falso.
Todo o ‘dia a dia’ que asfixia
Ruínas entre quatro paredes...
Toda fuga para o ‘Eu’ resultando em solidão.
Negação do ‘Eu’.
Auto-extermínio necessário...
No rompimento da fina linha da vida, a aniquilação de um mundo.
... E eu não anseio permanecer aqui!
Palavras impensadas...
Um buraco maior que o “eu’
Imagens pulsantes.
Descontrole absoluto
Fuga descontrolada.
Contato com o nada.
Pessoas vazias.
Imaginários distorcidos.
Mentiras que machucam.
A falta de tudo que nos cerca.
Rejeição paterna.
A multiplicação do sofrimento.
Crianças infelizes.
Almas desperdiçadas.
Diagnostico falso.
Todo o ‘dia a dia’ que asfixia
Ruínas entre quatro paredes...
Toda fuga para o ‘Eu’ resultando em solidão.
Negação do ‘Eu’.
Auto-extermínio necessário...
No rompimento da fina linha da vida, a aniquilação de um mundo.
... E eu não anseio permanecer aqui!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Dez do seis.~
(Mad Hatter's Day)
Ergam suas xícaras de cafeh aos céus e agradeçam ao coelhinho da Lua. O Donut é sagrado, o waffer não.
Ergam suas xícaras de cafeh aos céus e agradeçam ao coelhinho da Lua. O Donut é sagrado, o waffer não.
terça-feira, 9 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Bons ventos.~
Jogando palavras ao vento para que elas caiam em algum lugar e aprendam a voar sozinhas.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
... Dos sonhos dos meus sonhos.~
Olhando para as paredes da minha vida cinza...
Livros, caixas e borboletas se amontoam.
Há um mar em algum lugar por aqui, mas perdeu-se.
Sobra então, deixado para trás, um navio cheio de sonhos meio enterrado na poeira de minha própria essência. Sua vela ainda arqueia com firmeza quando vento vem empurrar.
Que pena pó não ser mar!
E o ar que acaricia minha face no inverno é como beijo frio...
Deixa em minha pele a marca de um arrepio.
... Tão agradável!
Que pena o pó...
Relembranças de castelos que ergui com minhas próprias mãos no mundo de fadas em que vivi.
E o vento vem carregar! Espalhando pedacinhos de castelo sobre livros, caixas e borboletas.
Arremessando castelos por sobre as paredes da minha vida cinza, semeando o concreto dos meus sonhos em terra fértil.
Livros, caixas e borboletas se amontoam.
Há um mar em algum lugar por aqui, mas perdeu-se.
Sobra então, deixado para trás, um navio cheio de sonhos meio enterrado na poeira de minha própria essência. Sua vela ainda arqueia com firmeza quando vento vem empurrar.
Que pena pó não ser mar!
E o ar que acaricia minha face no inverno é como beijo frio...
Deixa em minha pele a marca de um arrepio.
... Tão agradável!
Que pena o pó...
Relembranças de castelos que ergui com minhas próprias mãos no mundo de fadas em que vivi.
E o vento vem carregar! Espalhando pedacinhos de castelo sobre livros, caixas e borboletas.
Arremessando castelos por sobre as paredes da minha vida cinza, semeando o concreto dos meus sonhos em terra fértil.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Em dias como este...~
(ao dia de hoje, que foi especial sem nada de especial)
Ah! Sabe-se lá!
Talvez somente o sol brilhando mais, mesmo coberto pelas nuvens de dias de inverno.
Ou... Sei lá!
Talvez somente um azul mais alegre.
Em dias como este, até mesmo o amargo do cafeh sacia a sede com euforia...
Bem, quem sabe...
Talvez um dia pra se lembrar dos bons dias como aqueles dias.
Meus ‘nadas’ tão cheios de tudo. Hoje mais radiantes que ontem...
E há de vir o sono, mas antes estarei caminhando de mãos dadas com a Lua em um céu de prata... E quando ela se for, darei boa noite ao Sol desejando sonhar com o dia de hoje.
E se amanha o azul triste voltar...
Memórias.
Ah! Sabe-se lá!
Talvez somente o sol brilhando mais, mesmo coberto pelas nuvens de dias de inverno.
Ou... Sei lá!
Talvez somente um azul mais alegre.
Em dias como este, até mesmo o amargo do cafeh sacia a sede com euforia...
Bem, quem sabe...
Talvez um dia pra se lembrar dos bons dias como aqueles dias.
Meus ‘nadas’ tão cheios de tudo. Hoje mais radiantes que ontem...
E há de vir o sono, mas antes estarei caminhando de mãos dadas com a Lua em um céu de prata... E quando ela se for, darei boa noite ao Sol desejando sonhar com o dia de hoje.
E se amanha o azul triste voltar...
Memórias.
terça-feira, 12 de maio de 2009
União.~
Uma escada para o paraíso?
Talvez ela seja espiral, dessas bem estreitas com degraus azuis e corrimão dourado...
Ou talvez seja bem larga, sem corrimão, mas com degraus de pedra bem amarelada.
Não seria perfeito se o paraíso fosse um lugar onde a gente pudesse finalmente desaparecer?... Um lugar onde a existência é negada, onde as memórias são destruídas da nossa e das outras mentes também?... Não seria perfeito desaparecer como se jamais houvesse existido?
Sim Darien... Seria perfeito.
... Mas ainda assim seria uma pena, tantos sonhos sonhados que jamais seriam sonhados novamente. Ainda que eles não tenham importância neste ou em qualquer mundo, ainda que todos se esqueçam deles, acho que me entristeceria de saber que eles jamais seriam novamente.
Ah Endy... Não serão esses sonhos todos nossa escada para o paraíso? Eu quase posso senti-los nos carregando todos... Como em um desses dias de alegria absoluta onde o corpo nem mesmo peso tem mais, simplesmente segue seu caminho para o inevitável... E no inevitável a alma apenas sente um frio gélido na barriga enquanto sorri seu último sorriso... E então não mais eu, não mais você e nem mesmo mais ele...
Falando assim, tenho vontade de deitar-te no colo e esperar contigo por tudo mais que tens a dizer... E se algum dia uma escada aparecer diante de nós, gostaria que ela fosse bem larga, pois assim poderia cruzá-la ao lado de ambos...
... Neh!? Endy!!
... É.
Talvez ela seja espiral, dessas bem estreitas com degraus azuis e corrimão dourado...
Ou talvez seja bem larga, sem corrimão, mas com degraus de pedra bem amarelada.
Não seria perfeito se o paraíso fosse um lugar onde a gente pudesse finalmente desaparecer?... Um lugar onde a existência é negada, onde as memórias são destruídas da nossa e das outras mentes também?... Não seria perfeito desaparecer como se jamais houvesse existido?
Sim Darien... Seria perfeito.
... Mas ainda assim seria uma pena, tantos sonhos sonhados que jamais seriam sonhados novamente. Ainda que eles não tenham importância neste ou em qualquer mundo, ainda que todos se esqueçam deles, acho que me entristeceria de saber que eles jamais seriam novamente.
Ah Endy... Não serão esses sonhos todos nossa escada para o paraíso? Eu quase posso senti-los nos carregando todos... Como em um desses dias de alegria absoluta onde o corpo nem mesmo peso tem mais, simplesmente segue seu caminho para o inevitável... E no inevitável a alma apenas sente um frio gélido na barriga enquanto sorri seu último sorriso... E então não mais eu, não mais você e nem mesmo mais ele...
Falando assim, tenho vontade de deitar-te no colo e esperar contigo por tudo mais que tens a dizer... E se algum dia uma escada aparecer diante de nós, gostaria que ela fosse bem larga, pois assim poderia cruzá-la ao lado de ambos...
... Neh!? Endy!!
... É.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Azul Real.~
Sopra o vento...
Não sopra em mim.
Passa a maré...
Não passa por mim.
E no calor que todos sentiram o frio veio me abraçar.
... Foi-se.
E nada restou que fosse sentido.
Nem ruído para acordar.
E no sono que se seguiu, nem sonho para iluminar ou pesadelo que assombrasse.
Mas seguiu sereno na presença de tanta falta.
E se precisou de um sorriso, sorriu para si.
E se não havia sol que iluminava (nem sonho), o alvo da pele era o sol.
E dos jardins que ali não estavam, suas íris eram as mais belas flores.
Não foi notado.
Mas notou-se em essência.
Não sopra em mim.
Passa a maré...
Não passa por mim.
E no calor que todos sentiram o frio veio me abraçar.
... Foi-se.
E nada restou que fosse sentido.
Nem ruído para acordar.
E no sono que se seguiu, nem sonho para iluminar ou pesadelo que assombrasse.
Mas seguiu sereno na presença de tanta falta.
E se precisou de um sorriso, sorriu para si.
E se não havia sol que iluminava (nem sonho), o alvo da pele era o sol.
E dos jardins que ali não estavam, suas íris eram as mais belas flores.
Não foi notado.
Mas notou-se em essência.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Entre-Galhos=Atalhos.~
Chuva não é choro
Chuva é vontade de vida do desejo da criação...
Então... Quando eu choro, chove!
E se cria em mim desejo de andar. (caminhos)
De mostrar que raiz de árvore se prende ao chão para se alimentar de chuva...
Demonstrar que raiz de árvore não se prende ao chão, raiz ensina árvore a andar para cima.
E quando eu choro...
E quando eu choro!!!
No meu choro raízes são asas que me botam pra voar!
E os brotos que surgem de meus olhos semeiam o que deixei para trás.
E agora? ... (meu choro?)
... Quando chove?
Chuva é vontade de vida do desejo da criação...
Então... Quando eu choro, chove!
E se cria em mim desejo de andar. (caminhos)
De mostrar que raiz de árvore se prende ao chão para se alimentar de chuva...
Demonstrar que raiz de árvore não se prende ao chão, raiz ensina árvore a andar para cima.
E quando eu choro...
E quando eu choro!!!
No meu choro raízes são asas que me botam pra voar!
E os brotos que surgem de meus olhos semeiam o que deixei para trás.
E agora? ... (meu choro?)
... Quando chove?
Pequeníssimo Mundo.~
Só sente dor quem sangra.
Só sente dor quem chora.
E estes garotos nas sombras?
Devem estar todos bem
pois ninguém os vê chorar
pois ninguém os vê sangrar.
Como são estranhos estes garotos nas sombras
Antes que se pudesse vê-los, já estavam lá
Se têm face ninguém nunca as viu
Seus corpos são silhuetas disformes atrás da sombra
E um dia eles se vão como névoa que ninguém nunca viu passar.
Só sente dor quem chora.
E estes garotos nas sombras?
Devem estar todos bem
pois ninguém os vê chorar
pois ninguém os vê sangrar.
Como são estranhos estes garotos nas sombras
Antes que se pudesse vê-los, já estavam lá
Se têm face ninguém nunca as viu
Seus corpos são silhuetas disformes atrás da sombra
E um dia eles se vão como névoa que ninguém nunca viu passar.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Pa-pi-llon.~
Eu rio!
Meu sorriso carregado de ironia e desdém...
Estou a zombar da insanidade e dos sãos.
“Pa-pi-llon~. Com mais amor!”
Cobrindo asas de borboleta com máscara de borboleta venenosa.
A humanidade me cansa. Não vou devorá-los.
Em meu peito estoura uma faísca que queima o mundo.
Exploda mundo! Para que eu possa sorrir!
“Pa-pi-llon~. Com mais amor!”
Este ser eivado de erros. (inconstante)
Que voa mais alto do que pode. (e adeja)
O que é este ser? Nem monstro nem humano. (super-humano)
Chamam-no de Papillon.
“... É Pa-pi-llon~. Com muito mais amor!”
(Inspirado no personagem 'Papillon' do anime 'Busou Renkin')
Meu sorriso carregado de ironia e desdém...
Estou a zombar da insanidade e dos sãos.
“Pa-pi-llon~. Com mais amor!”
Cobrindo asas de borboleta com máscara de borboleta venenosa.
A humanidade me cansa. Não vou devorá-los.
Em meu peito estoura uma faísca que queima o mundo.
Exploda mundo! Para que eu possa sorrir!
“Pa-pi-llon~. Com mais amor!”
Este ser eivado de erros. (inconstante)
Que voa mais alto do que pode. (e adeja)
O que é este ser? Nem monstro nem humano. (super-humano)
Chamam-no de Papillon.
“... É Pa-pi-llon~. Com muito mais amor!”
(Inspirado no personagem 'Papillon' do anime 'Busou Renkin')
sábado, 10 de janeiro de 2009
Para além das nuvens e da chuva.~
Onde estão minhas dores?
Queria poder gritá-las em papel branco.
Vive em mim uma calmaria que deveria me assustar mas que ao final de alguns pensamentos vazios arranca de mim apenas um suspiro...
Expressão do tédio.
Esta agitada vida vazia não me dói mais.
O irritante canto dos pássaros pela manhã não me faz mais arquear as sobrancelhas ou franzir o cenho.
Os dias passam.
As dores depois de muito sofrer se conformam.
... Como a vida muda quando se compreende que o sol ainda esta lá, nascendo às seis da manhã, mesmo em dias de chuva.
Queria poder gritá-las em papel branco.
Vive em mim uma calmaria que deveria me assustar mas que ao final de alguns pensamentos vazios arranca de mim apenas um suspiro...
Expressão do tédio.
Esta agitada vida vazia não me dói mais.
O irritante canto dos pássaros pela manhã não me faz mais arquear as sobrancelhas ou franzir o cenho.
Os dias passam.
As dores depois de muito sofrer se conformam.
... Como a vida muda quando se compreende que o sol ainda esta lá, nascendo às seis da manhã, mesmo em dias de chuva.
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