quinta-feira, 4 de junho de 2009

... Dos sonhos dos meus sonhos.~

Olhando para as paredes da minha vida cinza...
Livros, caixas e borboletas se amontoam.

Há um mar em algum lugar por aqui, mas perdeu-se.
Sobra então, deixado para trás, um navio cheio de sonhos meio enterrado na poeira de minha própria essência. Sua vela ainda arqueia com firmeza quando vento vem empurrar.

Que pena pó não ser mar!
E o ar que acaricia minha face no inverno é como beijo frio...
Deixa em minha pele a marca de um arrepio.
... Tão agradável!

Que pena o pó...
Relembranças de castelos que ergui com minhas próprias mãos no mundo de fadas em que vivi.
E o vento vem carregar! Espalhando pedacinhos de castelo sobre livros, caixas e borboletas.
Arremessando castelos por sobre as paredes da minha vida cinza, semeando o concreto dos meus sonhos em terra fértil.