domingo, 27 de abril de 2008

Essa coisa!~

Mas que náusea é essa!?
Essa febre que não passa!
Tira tudo de bom de mim e não me deixa dormir!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Entendendo águas.~

A onda que se aproximava era menor do que parecia, tocou suavemente meus pés nus. Sorri por um instante, suspirei no próximo e agradeci ao mar por me poupar da tempestade. O sol há de se pôr, eu de descansar e reconstruir meu navio, o oceano é uma boa coisa, o sobe/desce das ondas leva minha vida para o infinito, no fim disso tudo descansa meu lugar.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Minha Prece.~

Por favor, faça-me escrever como antes para que minhas palavras não permaneçam dentro de mim, para que eu não desapareça dentro das pessoas.

No entanto, isso não é o bastante.~

Vento incoercível uivando a vaia para o homem incoerente.
Um passo a frente e o olhar depreciativo dos ladrilhos dourados da estrada sinuosa, uma caminhada reluzente rumo à indiferença. Nas mensagens de alerta das placas que deixei para trás "Eu Avisei" ressoa no canto das cigarras e pássaros incrédulos. À minha frente um nome, atrás do nome eu pequenino, quase desaparecendo, quase irreconhecível, certamente sem voz grito uma suplica fútil que não pode mais ser ouvida (não quer ser ouvida), e de quem é a culpa se são estes tempos difíceis para os sonhos? ... Em cada passo cansado meu corpo se esvai, cria vapores que formam nuvens, a próxima chuva terá meu nome. Por de trás das janelas, desapontado, o mundo espera pelo próximo dia de sol, e eu passo sem limpar nada, sem ser sentido por ninguém.

sábado, 19 de abril de 2008

Faça a besteira que tem de ser feita~

Você foi...

Pilhado
Destruído
e Morto

E que vexame! Você não pode fugir de si mesmo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Solitude, Embrace Moi!~

Todo cansaço
Toda fadiga
Toda ânsia
Toda náusea

Os pés descalços
A barba por fazer
Os olhos entreabertos
E as costas pesadas

Mãos errôneas
Palavras turvas cheias de sentido
Pessoas vazias
Diálogos com fantasmas

Horizonte cinza
Ameaça de chuva
Pessoas em área de risco
Tempestade em copo d'água

Toda falta de esperança
Toda falta de esperança
Toda falta de esperança
Toda falta.

Paredes com a voz do mundo
Desejos impossíveis
Quatro horas para o fim
Quatro minutos para o próximo comercial

Embrace Moi!
Por toda Via Crucis
Afaste-me de toda desconsideração,
Desafeto e sorrisos venenosos

A palavra dita
A mão estendida
Toda ilusão chamada realidade
Toda ignorância forjada à sua imagem e semelhança

Mesas nas escolas nos ensinam o que precisamos saber sobre o mundo em equações exatas e histórias contadas do ponto de vista do vencedor.
Mesas de bar lotadas de mentes doentes a procura de alguma felicidade.
... Solitude, leve-me para longe de todas as mesas!
Para longe de todas as Personas, porque para minha vida, não quero mais um teatro.

Toda falta que não reside em mim, me deseja.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Vinte e Cinco~

É tarde.
O frio leva as folhas do outono ao chão
colorindo tudo de dourado e carmesim.
Memórias são gentilmente devolvidas a mim.

Quantos anos cabem em vinte e cinco?
Pousando em minhas mãos uma folha de Momiji.
Rumores de felicidade,
certa vez durante a Lua Azul.

Já é de tarde.
As sombras já anunciam a noite.
Amanhã será inverno novamente.

Folhas de outono guardadas em um livro de capa bordô.
São estórias para contar,
de certa vez, de uma certa passagem de tempo.

*Nota pessoal: Preciso desaprender a palavra 'carmesim'. =}

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Gênese~

"ABC"

... E tudo começou com essas três letras.

sábado, 5 de abril de 2008

Encarando cadernos~

... Estou vazio.
As linhas cheias de palavras vagas.
E a folha desapontada.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Yo-Ho!~

Você percebeu? Existe um oceano de distância entre nós...

Não Obstante... Coloquei meu bote no mar.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Opera à Lápis~

Ler sobre coisas escritas por outrem que são como se tivessem sido escritas apenas para que eu pudesse ler. Essa é uma das coisas que me instigam a pegar o lápis e escrever (lápis? ... Antes escrevia à lápis, depois de caneta e agora apenas teclo), mas são coisas raras e já não soam mais com o saudosismo de outrora... Não sei o que meus textos refletem, talvez tal confusão e descontentamento. Talvez não...

Sinto falta dos textos grandes, dos grandes heróis que costumavam viver por aqui, dos heróis que se manifestavam em linhas de grafite cinza e garranchos. E como sinto falta da minha letra feia rabiscando o papel.

"Deus em seu paraíso/
Tudo bem com o Mundo
"

Desde que eu possa ler...
Desde que eu possa escrever...