sexta-feira, 18 de abril de 2008

Solitude, Embrace Moi!~

Todo cansaço
Toda fadiga
Toda ânsia
Toda náusea

Os pés descalços
A barba por fazer
Os olhos entreabertos
E as costas pesadas

Mãos errôneas
Palavras turvas cheias de sentido
Pessoas vazias
Diálogos com fantasmas

Horizonte cinza
Ameaça de chuva
Pessoas em área de risco
Tempestade em copo d'água

Toda falta de esperança
Toda falta de esperança
Toda falta de esperança
Toda falta.

Paredes com a voz do mundo
Desejos impossíveis
Quatro horas para o fim
Quatro minutos para o próximo comercial

Embrace Moi!
Por toda Via Crucis
Afaste-me de toda desconsideração,
Desafeto e sorrisos venenosos

A palavra dita
A mão estendida
Toda ilusão chamada realidade
Toda ignorância forjada à sua imagem e semelhança

Mesas nas escolas nos ensinam o que precisamos saber sobre o mundo em equações exatas e histórias contadas do ponto de vista do vencedor.
Mesas de bar lotadas de mentes doentes a procura de alguma felicidade.
... Solitude, leve-me para longe de todas as mesas!
Para longe de todas as Personas, porque para minha vida, não quero mais um teatro.

Toda falta que não reside em mim, me deseja.