domingo, 16 de dezembro de 2012

Hora Morta.~



Novamente...
O som dos ponteiros do relógio.
Novamente...
Um baque gélido no peito.

O sentimento devastador das coisas que são realmente importantes que não podemos ter.
... Sinto a falta dela nas horas que passam.
A solidão pesa cada vez mais junto a cada novo cabelo grisalho.

 A chuva pela janelinha do avião quase me faz chorar. Por que estou indo se é com ela que desejo ficar? ...

É um pulso Santo.
Uma cruz e um prego.
Meu maior martírio.

... Tudo passa.
Dor não se vai.

domingo, 18 de novembro de 2012

Lar atado ao pulso.~



Hoje dancei no banheiro...
E jamais poderia ter me sentido tão livre.
Hoje escrevi uma oração para todos os ateus...
E eu jamais me deixarei sozinho de novo.

... Estes espaços vazios!
Preenchidos com vontades infinitas.

Eu a amo!
E isso é tão triste.

Sussurros que eu quero ouvir nesta noite!
... E depois desaparecer!

A cidade vazia,
A presença solitária,
O Lar atado ao pulso!

... Onde quer que eu vá,
Onde quer que você esteja...
Uma vida feliz, dois filhos e um cachorro...

Sobre essas imensidões e o mar, Deus! Eu choro! ... E eu te amo! E eu te amo! E eu te amo! E eu não serei sozinho enquanto houver estes abismos inexplorados! Enquanto eu for uma criança e olhar para profundidades em busca de aventuras! ... Dos dias mágicos a dois e das tempestades arrasadoras, destes fins que nos construíram... Eu me lembro, me lembro de tudo e jamais vou me esquecer.

... Porque hoje há um garoto assustado no fundo do abismo e eu posso olhar para ele e sorrir, lhe estendo a mão e ele se agarra ao meu braço (ele toca o Lar atado ao meu pulso) ... Ele sabe! Ele sente! ...

... A vida jamais será a mesma!
A vida jamais será segura!

Enquanto ele sobe suas lágrimas caem no infinito escuro!
... Ele está feliz!

Há um sorriso no Lar que ele não consegue esquecer!
Ele a ama! Ele a ama! Ele a ama! ...

... E ele busca este sorriso,
Porque de alguma forma, ele é seu também!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O Amargo na Boca.~ (corroendo a alma!)

Ah!
Meu café amargo é minha redenção!

Minha solidão são meus passos adiante...
... Me levando a lugar nenhum.

Seu corpo etéreo sobre o meu... No sonho.
O toque de seus olhos distantes dos meus...
Nunca mais, nunca mais...
... Nunca mais seus lábios nos meus.

O desprendimento que minh'alma se recusa a aceitar.
O gosto amargo do café descendo garganta abaixo...

Estará tudo bem... No fim.(?)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ignis fatuus.~

... O que acontece comigo que eu simplesmente não conigo fazer mais nada?
Onde foi parar aquele fogo-fátuo que brota no coração dos homens quando eles mais precisam?

Somos o que há de melhor na Terra sendo o pior que somos!

... Devorando-me por dentro!
Não suporto o peso de minha própria existência.

O vasto mundo não é vasto em mim...
Ínfimo! Menor que minha diminuta essência!

... Que vai apagando... Apagando...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Estes erros.~

Eu sinto...
... Eu sinto muito!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Tatiando.~

Eu me pergunto...
... Nossos nomes ainda estão gravados no concreto?
Você se lembra?

Das coisas que prometemos... (das alianças na vitrine)
Tão pouco tempo para nós e desejamos coisas para o infinito...
Um amor, uma casa e um filho...
Você se lembra? De todas essas coisas que não foram?

Nossos sonhos não foram fortes o bastante,
Sua pressa matou o amor...
... Eu.
Paralisado vendo tudo desaparecer.

Sozinho, novamente observo o mundo passar diante minha janela...
Nada que eu deseje mais, nada que eu espere...
Uma suave brisa refrescante me faz respirar fundo...

Universos paralelos, penso.
Fizemos tudo certo em algum universo paralelo?
Universo paralelo, penso.
... Porque eu não estou lá?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sono.~

É tarde da noite e meus olhos pesados anunciam o sono.
Meu desejo e meu descanso não residem no sono.
Querem evitá-lo!
Pois o sono traz consigo como consequência o dormir...
... Dormir é romper com um dia, fazer do atual presente; passado...
É aceitar o fim de todas as coisas... É como morrer...
Dormir e acordar são morrer e renascer, recomeçar na criação de um novo presente...
... Abandonar um dia e abandonar um pouco de mim a cada dia...
Que infelicidade e que maldição é esta de todo dia dormir e acordar...

... Mais um dia para se esquecer, eternizado em minha história...
... Outro futuro incerto e desprovido de esperanças diante de mim...

E o meu sono ligando todas essas coisas...
... Calmamente em mim...
... Dia após dia!

Para onde estamos indo?.~

Pergunto-me se dentro de todo este complexo de vida, se algum sentido prevalece.
E se de alguma forma, alguma coisa faça sentido, qual o valor disso quando no fim, inevitavelmente tudo se tornará, no máximo, uma memória distorcida e pouco fiel à realidade daquilo que fomos.

No fim seremos todos apenas comida de verme. Alimento de inseto.
Extensão da vida nunca me pareceu algo necessário, as coisas que fazemos no mundo, as coisas que criamos no mundo, tudo tão pequeno, tudo tão insignificante e desnecessário, não consigo estabelecer uma ordem natural para essas coisas, associar algum valor, um sentido, nem mesmo quando me permito raros momentos de possível crença religiosa em diversas formas de cultura diferentes, sempre me soa como se os deuses da criação tivessem cometido um grande erro, e agora que todo o estrago esta causado, eles simplesmente desaparecem e se escondem onde jamais poderão ser encontrados.

O mundo é horrível de tantas formas, mais do que isso, a mente das pessoas atingiu um nível de perversidade inconcebível.
Eu realmente desejo viver neste mundo?
Tudo parece doente e terminal...
O mundo, as pessoas e eu mesmo.
... Ainda assim, porque é tão difícil simplesmente desaparecer?

domingo, 25 de março de 2012

A Flor.~

A nossa flor morreu,
E na morte da flor morri também eu.
Nossa flor de sonhos regada,
Agora despedaçada e abandonada.

Era sonho todo meu eu,
... De amor e coisas eternas.
Mas a flor escureceu.
Escureceu o mundo em mim...

... Quando minha lágrima caiu,
Vi nossa flor murchar,
Eternidade não havia mais.

Efêmeras são as coisas em sonhos regadas,
... Pois não há amor que suporte,
A força de uma lagrima uma vez derramada.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Consumido.~

Eu procurei! ... Não achei...
Procurei um pouco mais... Nada havia lá.

Então caiu sobre mim a noite final!
Os gritos e gemidos de criaturas febris e dementes.
Doentias sobras que restam para resgatar aqueles que não encontram...
Que sobram à própria sorte, e que ironia a chamada sorte esta, pois sorte não tem aqueles que, após procurar... Não acham!

Rastejando como sombras sobre as sombras, tomam-me pela mão, me arrastam para seu lar pútrido e mal resolvido, e lá, em meio a suas tormentas e desesperos acolhem-me.

Procurei e nada achei...

Piada do destino batendo a porta...
... Vinte e ... Quantos são mesmo?

Morra desgraçado! Morra de vez!
Pois tua fé mora aonde fé alguma vem lhe incomodar!
Encara teu mundo e viva com ele, esta esfera negra de cânceres e vírus!
Engole seco a própria dor, ame-a!
Pois este é o fim que lhe cabe, ao lado dessas criaturas moribundas!

... O Silêncio ocupa o todo em mim...
Em desespero, nem mesmo me ouço gritar!

A mão de sombras à outra mão de sombras estende...