Caminhar só...
Se pelo menos eu pudesse lhe dar a mão, caminhar em silêncio com o coração na garganta deixando que o vento frio fale por mim das coisas que eu não sei dizer. Em dias como este eu desejo apenas parar, tomar o tempo para mim, deixá-lo apenas fluir sem precisar me preocupar. E todas as vezes que eu penso como seria se eu pudesse apenas espairecer eu me perco na tranqüilidade que me redime. Quero repousar e me enrolar num cobertor de nuvens quentes que possam me levar num sono sem sonho para um lugar onde eu apenas precise me deixar fluir.
Fechar os olhos, suspirar qualquer alívio e dormir...
Não importa se o mundo amanhã vai estar novamente implacável com todos os seus meios de me dizer que é pesado.
Uma garota feita de seda e sonho passa feito algodão-doce diante de meus olhos entreabertos. Deslumbramento imaginário que me faz serenar enquanto engole a densidão do mundo. Ah! Se ao menos fosses real! Tomar-te-ia em meus braços como berço e cantaria baixinho para você. E tudo seria então perfeição enquanto fosse.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Quebrando, silêncio.~
Por um instante eu quebrei o silêncio
... Vasos raros foram quebrados. A mais bela porcelana com os mais belos detalhes pintados à mão.
Os mesmos corações partidos (A velha forja de fragmentos)
Ressonância criando fragmentos
Um eco vindo do passado (Dejavú)
Os sussurros em meus ouvidos me diziam "Cale-se"
... Foram ignorados.
Há uma catedral
Os estilhaços de vidro por todo chão não contam a vida de nenhum Cristo
Meus pés sangram
Assim como a mão que segura a pena
Há um homem no altar (eu o desejo)
Há apenas uma asa em suas costas
... Há também muito silêncio.
Sou guiado por meus passos
Eles sabem exatamente para onde devem seguir
... Minha voz se cala.
Os distúrbios que causei aos poucos vão sendo abafados por uma nuvem branca que emana de mim.
É o frio que parte sons ao meio quando almas esvaecem.
... Vasos raros foram quebrados. A mais bela porcelana com os mais belos detalhes pintados à mão.
Os mesmos corações partidos (A velha forja de fragmentos)
Ressonância criando fragmentos
Um eco vindo do passado (Dejavú)
Os sussurros em meus ouvidos me diziam "Cale-se"
... Foram ignorados.
Há uma catedral
Os estilhaços de vidro por todo chão não contam a vida de nenhum Cristo
Meus pés sangram
Assim como a mão que segura a pena
Há um homem no altar (eu o desejo)
Há apenas uma asa em suas costas
... Há também muito silêncio.
Sou guiado por meus passos
Eles sabem exatamente para onde devem seguir
... Minha voz se cala.
Os distúrbios que causei aos poucos vão sendo abafados por uma nuvem branca que emana de mim.
É o frio que parte sons ao meio quando almas esvaecem.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Névoa.~
A névoa estava densa
... Meu coração gelado
A forma mais opaca que se via
Era minha silhueta estrada adentro
Sons abafados de motores vinham de algum lugar (todo lugar?)
Ouvia-se o latido dos cães raivosos, não se podia vê-los.
Sons lutavam incansavelmente para me alcançar
Antes, porém, fui alcançado pela cidade.
Esta névoa nesta cidade nova
Assim como a névoa da cidade anterior
Faz parte de mim
Uniformidade... Inconstância
A nevoa que tudo cobre passa
... E eu passo com ela.
... Meu coração gelado
A forma mais opaca que se via
Era minha silhueta estrada adentro
Sons abafados de motores vinham de algum lugar (todo lugar?)
Ouvia-se o latido dos cães raivosos, não se podia vê-los.
Sons lutavam incansavelmente para me alcançar
Antes, porém, fui alcançado pela cidade.
Esta névoa nesta cidade nova
Assim como a névoa da cidade anterior
Faz parte de mim
Uniformidade... Inconstância
A nevoa que tudo cobre passa
... E eu passo com ela.
Crepúsculo~
O sol se ergue.
A neblina aos poucos se esvai.
A paisagem recebe, lentamente, tons folhados a ouro.
Aos poucos o sol quebra o cinza.
Mais um dia começa.
O sol é o mesmo.
O céu se mantém.
Mas eu ainda não sei onde estou.
A neblina aos poucos se esvai.
A paisagem recebe, lentamente, tons folhados a ouro.
Aos poucos o sol quebra o cinza.
Mais um dia começa.
O sol é o mesmo.
O céu se mantém.
Mas eu ainda não sei onde estou.
Pausa~
Obliterar todo tédio
Hora do almoço no serviço
Tirar as botas
Esticar as pernas
Abrir o botão da calça
... E esticar.
Fazer com que o tempo passe
Suspirar fundo
... Descansar
Trazer o tédio de volta
Na volta que o expediente da.
Hora do almoço no serviço
Tirar as botas
Esticar as pernas
Abrir o botão da calça
... E esticar.
Fazer com que o tempo passe
Suspirar fundo
... Descansar
Trazer o tédio de volta
Na volta que o expediente da.
Lapsos~
Hoje eu vi um tatu bola!
Que sabor bom de infância.
Foi como embarcar de volta a um tempo perdido, ser desperto com um agradável lapso de nostalgia.
Como é bom me lembrar de quando eu era apenas um moleque, das grandes descobertas que valiam a pena.
Que sabor bom de infância.
Foi como embarcar de volta a um tempo perdido, ser desperto com um agradável lapso de nostalgia.
Como é bom me lembrar de quando eu era apenas um moleque, das grandes descobertas que valiam a pena.
O Trabalho que Dignifica.~
Trabalho de vigia.
Abrir portas.
Formar imagens em nuvens.
Criar arco-íris
Basicamente meu trabalho é ficar na guarita, quando alguém aparece, abro a porta. Na maior parte do tempo só me resta esperar. De dentro da guarita quase não posso ver nada a não ser parte do portão, e por de trás das grades do mesmo, o céu. Quando o céu cisma em estar claro, tenho meus piores dias, gosto dos dias de céu com muitas nuvens espalhadas e grandes, nessas formo minhas imagens de acordo com sua silhueta. Das imagens que vi, gostei mais de uma que mostrava uma lagarta dando um salto, um pulo. Era sem duvida o momento mais fabuloso para uma lagarta, mal sabe ela que um dia será borboleta. Trabalhar em obra tem lá suas vantagens, como por exemplo pegar a mangueira para abafar a poeira. Nesses momentos fico fazendo arco-íris com os esguichos de água. Tem também um abacateiro, deve ser do tamanho da palma da minha mão, é minha responsabilidade zelar por ele também. Treinamento para jardineiro.
Observar o céu.
Abafar a poeira.
Cuidar de um pé de abacate.
... Abrir portas.
Abrir portas.
Formar imagens em nuvens.
Criar arco-íris
Basicamente meu trabalho é ficar na guarita, quando alguém aparece, abro a porta. Na maior parte do tempo só me resta esperar. De dentro da guarita quase não posso ver nada a não ser parte do portão, e por de trás das grades do mesmo, o céu. Quando o céu cisma em estar claro, tenho meus piores dias, gosto dos dias de céu com muitas nuvens espalhadas e grandes, nessas formo minhas imagens de acordo com sua silhueta. Das imagens que vi, gostei mais de uma que mostrava uma lagarta dando um salto, um pulo. Era sem duvida o momento mais fabuloso para uma lagarta, mal sabe ela que um dia será borboleta. Trabalhar em obra tem lá suas vantagens, como por exemplo pegar a mangueira para abafar a poeira. Nesses momentos fico fazendo arco-íris com os esguichos de água. Tem também um abacateiro, deve ser do tamanho da palma da minha mão, é minha responsabilidade zelar por ele também. Treinamento para jardineiro.
Observar o céu.
Abafar a poeira.
Cuidar de um pé de abacate.
... Abrir portas.
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