Caminhar só...
Se pelo menos eu pudesse lhe dar a mão, caminhar em silêncio com o coração na garganta deixando que o vento frio fale por mim das coisas que eu não sei dizer. Em dias como este eu desejo apenas parar, tomar o tempo para mim, deixá-lo apenas fluir sem precisar me preocupar. E todas as vezes que eu penso como seria se eu pudesse apenas espairecer eu me perco na tranqüilidade que me redime. Quero repousar e me enrolar num cobertor de nuvens quentes que possam me levar num sono sem sonho para um lugar onde eu apenas precise me deixar fluir.
Fechar os olhos, suspirar qualquer alívio e dormir...
Não importa se o mundo amanhã vai estar novamente implacável com todos os seus meios de me dizer que é pesado.
Uma garota feita de seda e sonho passa feito algodão-doce diante de meus olhos entreabertos. Deslumbramento imaginário que me faz serenar enquanto engole a densidão do mundo. Ah! Se ao menos fosses real! Tomar-te-ia em meus braços como berço e cantaria baixinho para você. E tudo seria então perfeição enquanto fosse.