segunda-feira, 21 de abril de 2008

No entanto, isso não é o bastante.~

Vento incoercível uivando a vaia para o homem incoerente.
Um passo a frente e o olhar depreciativo dos ladrilhos dourados da estrada sinuosa, uma caminhada reluzente rumo à indiferença. Nas mensagens de alerta das placas que deixei para trás "Eu Avisei" ressoa no canto das cigarras e pássaros incrédulos. À minha frente um nome, atrás do nome eu pequenino, quase desaparecendo, quase irreconhecível, certamente sem voz grito uma suplica fútil que não pode mais ser ouvida (não quer ser ouvida), e de quem é a culpa se são estes tempos difíceis para os sonhos? ... Em cada passo cansado meu corpo se esvai, cria vapores que formam nuvens, a próxima chuva terá meu nome. Por de trás das janelas, desapontado, o mundo espera pelo próximo dia de sol, e eu passo sem limpar nada, sem ser sentido por ninguém.