Sopra o vento...
Não sopra em mim.
Passa a maré...
Não passa por mim.
E no calor que todos sentiram o frio veio me abraçar.
... Foi-se.
E nada restou que fosse sentido.
Nem ruído para acordar.
E no sono que se seguiu, nem sonho para iluminar ou pesadelo que assombrasse.
Mas seguiu sereno na presença de tanta falta.
E se precisou de um sorriso, sorriu para si.
E se não havia sol que iluminava (nem sonho), o alvo da pele era o sol.
E dos jardins que ali não estavam, suas íris eram as mais belas flores.
Não foi notado.
Mas notou-se em essência.