segunda-feira, 11 de maio de 2009

Azul Real.~

Sopra o vento...
Não sopra em mim.

Passa a maré...
Não passa por mim.

E no calor que todos sentiram o frio veio me abraçar.
... Foi-se.
E nada restou que fosse sentido.
Nem ruído para acordar.

E no sono que se seguiu, nem sonho para iluminar ou pesadelo que assombrasse.
Mas seguiu sereno na presença de tanta falta.

E se precisou de um sorriso, sorriu para si.
E se não havia sol que iluminava (nem sonho), o alvo da pele era o sol.
E dos jardins que ali não estavam, suas íris eram as mais belas flores.

Não foi notado.
Mas notou-se em essência.