segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Crepúsculo.~

Novamente apelos de uma página branca.
... Às vezes transparente, tão sem cor.
E a pena que aguarda adormecida pelo beijo no tinteiro.
Minha bela adormecida.

Há pó em quase tudo aqui,
Sobre a escrivaninha, nas cartas que cansei de ler...
Há pó nas nuvens que passam pesadas.
Nos avelhantados livros mal empilhados que não li.

Uma brisa em meu rosto,
Uma brisa sacudindo a pena...
As nuvens pesadas desabam em chuva.

Toda poeira transforma-se em tinta!
A inocente página branca não esta mais nua.
... Haverá luz após o entardecer.