terça-feira, 13 de abril de 2010

Regresso ao Infinito.~

Não... Não há que se dar tempo ao tempo.
Nem paciência que suporte... A passagem do tempo.

O rio que corre, corre em desespero. (há de levar tudo consigo)
Assim como carros e horas do ‘rush’.
... E meus dias.

O teto de meu quarto que vez ou outra observo como o infinito do mundo e o canto mais escuro de minha cama onde me viro para resguardo escondem pensamentos meus que meus lábios desejam, mas temem dizer... Como eu queria a simplicidade da vida à este ar pesado e áspero, um café amargo que aliviasse o peso de minhas costas e me arrancasse um sorriso agradecido pelo bom café... O tempo passa como uma onda feroz, e por mais parecido que sejam os dias, quase como uma infinita repetição do tédio, aqui me encontro dilacerado por seu poder, essa gigantesca onda de impacto que transforma montanhas em pó!

Mas o que é o tempo se não aquilo que fazemos com ele, como um brinquedo de criança que machuca se mal usado, trens vindo em direções opostas passando em paralelo... Um pássaro pairando no ar.

... É inevitável darmos tempo a nós mesmos.