sábado, 4 de outubro de 2008

Prólogo da pureza.~

Deixo nestas páginas brancas a memória de poemas mortos do menino branco que melhor escreveu.
Tomado pela incerteza de sua própria existência apagou-se na mesma fogueira onde para sempre dormem tais poemas.

São então estas páginas brancas oferecidas à poemas mortos.
Como o silencio que é oferecido àqueles que morrem.

Menino da cinza dos brancos poemas, lembro-me de ti ainda hoje. (seu medo reside em mim)

Nada resta se não a memória de que um dia tal pureza existiu.